sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

que o problema e grave todos nós sabemos, mas ele pode piorar sem interveções fortes e rapidas!

rotina que não muda é a desconfiança que ronda a economia mundial. Todo dia, tem anúncio de alguma novidade nos Estados Unidos: pacote, números que saem e autoridades que falam. Mas o problema persiste.
O governo americano anuncia hoje o novo orçamento. O presidente do FED, Banco Central americano, Ben Bernanke, foi duas vezes ao Congresso nos últimos dias explicar o plano de resgate aos bancos. O presidente Barack Obama falou no Congresso.
As autoridades estão em intensa atividade, mas os problemas continuam. O que está havendo? Falta o primeiro passo. É preciso voltar a confiar nos bancos, e eles têm que emprestar de novo.
No plano do Tesouro, para resolver o problema dos bancos, os 20 maiores bancos teriam que passar por testes de estresse. Seria assim: auditores analisariam a relação de ativos e passivos dos bancos e projetariam o que aconteceria com esse balanço, caso a situação piorasse. Ora, a situação precisa piorar? Não precisa. Hoje, todos sabem que há desequilíbrio, porque parte dos papéis que eles têm em carteira não têm valor. São os papéis podres.
Segundo Bernanke, depois dos testes de estresse, os bancos poderão receber capital privado. Ora, eles sempre puderam receber capital privado, mas não há investidor interessado em comprar ações dos bancos. É por isso que uma ação do Citibank, que custava US$ 60 , hoje custa US$ 2.
Crises bancárias já aconteceram em vários países. Nos anos 90, o Brasil, o Japão e a Suécia enfrentaram crises bancárias. O que esses casos ensinam é que é quanto mais rápido o governo agir e mais objetivas forem as regras de intervenção, mais rapidamente se sai da crise.
O Brasil fez um bom trabalho. A Suécia foi o melhor caso. O Japão, o pior. Os japoneses demoraram muito a admitir o problema e a sanear os bancos, e isso arrastou o país para uma década de recessão.
Nos Estados Unidos, eles estão usando a expressão bancos zumbis, bancos mortos-vivos. Essa situação intermediária é que não pode continuar.
Ninguém sabe o valor desses papéis podres. Enquanto não se souber quanto eles valem, nenhum investidor vai querer comprar e nem o banco podre vai querer ficar com ele. Eles são prisioneiros dessa armadilha. O plano que eles bolaram não faz muito sentido. Eles têm que ir para um outro caminho. Eles têm que vender a parte boa.
A dificuldade do governo americano é a seguinte: quando a gente enfrentou a nossa crise bancária aqui, a gente tinha alguns bancos sólidos que foram os apoios do Banco Central. Aí o BC vendeu o banco bom para esses outros bancos que estavam segurando o sistema. Lá, são os grandes bancos que estão com dificuldade. Então, quem é que vai segurar a situação lá?
O primeiro passo é que se tem que intervir nos bancos. Não tem outra saída. É preciso intervir e admitir o problema. O Japão perdeu dez anos, porque ele demorou a admitir o problema



No Brasil a bolsa de valores eu creio que Ela tem dois condicionantes. Se a maior economia do mundo não entrar em um colapso total" e "se o Meirelles der seu toque de Midas .
Imagine como um ajuste forte da Selic pode trazer recursos para a renda variável. Suponha que 10% do que está em renda fixa migre para a nossa bolsa. Não vai ter papel que baste para comprar e talvez venha a tão esperada recuperação.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Cada dia que passa a crise caminha mais perto do Citigroup!!!!!!

noticia da semana com certeza é a nova proposta do governo americano de estatizar o Citigroup .
e um pouco dificil falar sobre uma empresa dos EUA pois minha especialidade é mercado financeiro brasileiro mas vamos lá.
Mesmo se o governo ficar com uma grande participação no Citigroup Inc, persistirão as preocupações sobre a habilidade do banco de absorver as crescentes perdas em meio à recessão norte-americana.
O terceiro maior banco dos Estados Unidos por ativos está em conversações com reguladores federais sobre planos do governo de aumentar sua participação na instituição, segundo uma fonte .
Depois de caírem cerca de 2 dólares na sexta-feira, as ações do Citigroup subiram 23,1 por cento após o anúncio das conversações e de os reguladores bancários do país dizerem estar prontos para fornecer mais capital para o setor para "preservar a viabilidade dessas importantes instituições financeiras".
Mas os investidores temem que as perdas decorrentes de cartões de crédito, países emergentes e ativos podres possam afundar os esforços do presidente-executivo do banco, Vikram Pandit, para retomar o ritmo fiscal do Citigroup.
eu particulamente não acredito que o Citigroup seja rentável nem em 2009 nem em 2010.
"a nova injeção Ajuda o capital deles, mas não ajuda nos problemas de ativos, Se o Citi tivesse saído dos problemas, a ação não estaria valendo 2 dólares."
Não tenho certeza se dar recursos e manter vivas empresas potencialmente insolventes ajuda a economia e o mercado como um todo com o tempo.
com isso gostaria de chamar atenção para o fato de a deterioração da economia mundial ter sido causada pela falta de pagamento dos empréstimos de alto risco ("subprime"), que afetavam somente 20% do mercado hipotecário dos Estados Unidos.
é irônico que um rombo financeiro de US$ 250 bilhões esteja obrigando o Governo americano a aplicar um plano que chega próximo ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
A crise, no entanto, também está tendo consequências positivas, como que os Governos dirijam o gasto público para projetos de infraestrutura, que na minha opinião demonstra que agora "o setor real é o que manda" sobre a economia.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Secretario do tesouro anuncia o mega pacote contra a crise !! mas como previsto o mercado não gostou e ao que parece a dor de cabeça ainda continua...


O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, cometeu um erro que o Brasil conhece bem: explicar mal um plano econômico complicado e que mexe com o dinheiro das pessoas. Quando isso acontece, o plano já começa a dar errado no primeiro dia.
os especialistas do mercado financeiro internacional admitiam não terem entendido uma série de detalhes de como vai funcionar. Por exemplo: o fundo com dinheiro público e privado vai comprar papéis podres dos bancos. Problema 1: quem vai convencer o setor privado a por dinheiro num fundo que vai comprar micos?
Problema 2: a que preço os micos serão comprados? Se for o preço de mercado, eles não estão valendo nada. E o banco que vender tem que por um enorme negativo no balanço. Se for a preço alto, aí é um enorme subsídio.
Há vários outros pontos de confusão. Tem uma parte do plano que diz que os bancos têm de passar por um teste de estresse para ver se estão com saúde financeira para receber uma injeção de capital público. Problema 1: o que é teste de estresse em banco? Problema 2: o que acontece com o banco que não passar pelo teste?Nada pode ser simples numa crise tão complexa, mas o governo Barack Obama conseguiu confundir ainda mais. Eles prometeram que nunca antes naquele país haveria tanta transparência num plano. E Geithner fez um pronunciamento, não deu entrevista e prometeu por detalhes num site que não está funcionando. Nesse pronunciamento, ele falou até em risco de colapso do sistema bancário.
O que os Estados Unidos precisam saber é como os bancos voltarão a ser sólidos? Quando voltarão a emprestar? E as pessoas podem voltar a confiar no sistema? Nada disso ficou claro !
agora uma coisa teremos que concordar se as coisas estão ruins com o pacote seria horrivel sem ele.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Governo dos EUA derrama mais dinheiro no mercado atraves de seus pacotes!! porem até onde ele é eficiente .


Que termo você usaria para definir uma pessoa que eliminasse centenas de milhares de empregos norte-americanos, privasse milhões de pessoas de nutrição e de serviço de saúde adequados, enfraquecesse as escolas, mas oferecesse um bônus de US$ 15 mil para as pessoas que não fossem capazes de pagar as hipotecas de suas casas?Um orgulhoso centrista. Pois foi isso que os senadores que modificaram o pacote de estímulo econômico acabaram de fazer.Ainda que o plano original de Obama - cerca de US$ 800 bilhões em estímulos, sendo que uma fração substancial desta quantia destinar-se-ia a inefetivas reduções de impostos - tivesse sido implementado, ele não seria suficiente para tapar o enorme buraco na economia dos Estados Unidos, que o Departamento Congressual do Orçamento calcula que ultrapassará a cifra de US$ 2,9 trilhões nos próximos três anos.Mas os cientistas fizeram o melhor que puderam para tornar o plano pior e mais débil.Uma das melhores características do plano original era o auxílio aos governos estaduais carentes de dinheiro, o que teria proporcionado um incentivo rápido à economia, preservando ao mesmo tempo os serviços essenciais. Mas os centristas insistiram em uma redução de US$ 40 bilhões nos gastos.O plano original incluía também investimentos extremamente necessários na construção de escolas; US$ 16 bilhões destes gastos foram cortados. Ele incluía auxílio aos desempregados, especialmente ajuda para que estes continuassem tendo acesso aos serviços de saúde. Cortado. Cupons de alimentos. Cortado. Ao todo, mais de US$ 80 bilhões foram cortados do plano, sendo que a maior parte desses cortes incidiu precisamente sobre as medidas que mais contribuiriam para reduzir a profundidade da crise e o sofrimento provocado por ela.Por outro lado, os centristas aparentemente não viram problema algum em uma das piores medidas contidas na proposta do Senado, um crédito tributário aos compradores de imóveis. Dean Baker, do Centro de Pesquisas de Políticas Econômicas chama isso de provisão "mande a conta da casa para o seu irmão": ela custará bastante dinheiro, mas não fará nada para ajudar a economia.No fim das contas, a insistência dos centristas em confortar os confortáveis e afligir os aflitos, caso isso se reflita na legislação final, provocará um nível bem menor de emprego e uma quantidade de sofrimento substancialmente maior.Mas como foi que isso aconteceu? Eu culpo o fato de o presidente Barack Obama acreditar ser capaz de transcender as divisões de natureza partidária - uma crença que distorceu a sua estratégia econômica.Afinal, muita gente esperava que Obama apresentasse um plano de estímulo realmente vigoroso, refletindo tanto a situação precária da economia quanto a própria missão da qual foi incumbido pelo eleitorado.Porém, em vez disso, ele ofereceu um plano que era nitidamente muito pequeno e demasiadamente dependente das reduções de impostos. Por que? Porque ele desejava que o plano contasse com amplo apoio bipartidário, e acreditava que isso aconteceria. Não faz muito tempo que os estrategistas do governo falavam em conquistar 80 ou mais votos no Senado.Os desejos de natureza pós-partidária de Obama podem também explicar por que ele não fez uma coisa de importância crucial: falar energicamente sobre como os gastos do governo podem contribuir para o apoio da economia. Em vez disso, ele deixou que os conservadores definissem o debate, aguardando até a semana passada para finalmente dizer o que precisava ser dito - que o aumento dos gastos é exatamente o objetivo do plano.E Obama não obteve nada em tropa dessa política bipartidária. Nenhum republicano votou na versão do plano de estímulo na Câmara, um plano que, aliás, era mais objetivo do que a proposta original do governo.No Senado, os republicanos reclamaram contra "propostas eleitoreiras" - embora os desperdícios que eles alegaram ter identificado (grande parte dos quais era inteiramente justificada) representassem uma parcela trivial da soma total. E eles protestaram contra os custos do pacote - ainda que 36 dos 41 senadores republicanos tivessem votado a favor da substituição do plano de Obama por uma iniciativa para cortes de impostos no valor de US$ 3 trilhões - é isso mesmo, US$ 3 trilhões - em dez anos.Assim, Obama foi obrigado pelos centristas a negociar. E os centristas, previsivelmente, cortaram uma parcela substancial do plano - não, até onde se pode dizer, com base em qualquer argumento econômico coerente, mas simplesmente para exibirem o "charme" centrista. Ele teriam provavelmente exigido um corte de uns US$ 100 bilhões de qualquer coisa que fosse apresentada por Obama. Ao apresentar uma proposta inicial tão reduzida, o presidente acabou garantindo que o acordo final fosse muito pequeno.São esses os perigos de negociar consigo próprio.Agora os negociadores da Câmara e do Senado precisam reconciliar as suas versões do pacote, e é possível que a versão final conserte as piores medidas dos centristas. E Obama poderia ser capaz de retornar para uma segunda rodada. Mas essa foi a sua melhor chance de tomar uma ação decisiva, e ele deixou muito a desejar.Então, será que Obama aprendeu com essa experiência? As indicações iniciais não são boas.Porque, em vez de reconhecer o fracasso da sua estratégia política e os danos à sua estratégia econômica, o presidente tentou colocar uma aura de felicidade pós-partidária nessa história toda. "Os democratas e os republicanos uniram-se no Senado e responderam apropriadamente à urgência exigida pelo momento", declarou ele no sábado. "E a escala e o objetivo desse plano são ideais".Não, os parlamentares não se uniram e não responderam apropriadamente. E, não, a escala e o objetivo do plano não são ideais.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Os banqueiros são cheios de apelidos carinhosos como exploradores e etc... mas eles são fundamentais para a economia girar!


(Banqueiros) alguns deles podem até ser sujos... mas desde Os tempos do império onde o conhecido barão de Mauá um dos maiores banqueiros da historia que causou ira até mesmo no próprio império ! Hoje OS BANCOS despertam raiva da maioria da população e de agentes econômicos justamente pela fama que os banqueiros tem de independente do jogo ou jogador em qualquer circunstâncias eles sempre vencem o jogo na pior das hipóteses eles no mínimo Saem numa boa despertam nos demais agentes econômicos um sentimento de repulsa. Assim, quando os bancos obtêm lucros elevados, geralmente causam uma onda de indignação. Mas, sejam eles amados ou não, a economia mundial só se livrará da atual crise financeira quando a maioria dos bancos e empresas do setor voltar a ser bem lucrativa.
E a razão principal é que as operações financeiras estão, de alguma forma, atreladas ao patrimônio líquido dos bancos. Se a maior das instituições tem lucro, o patrimônio líquido aumenta e as operações financeiras podem expandir-se de maneira saudável. Mas, se o sistema bancário fica no vermelho – como está acontecendo lá fora –, o patrimônio líquido se reduz, e as operações financeiras se retraem.
Esse ajuste pode ser desastroso e recessivo para o conjunto da economia. Dependendo do tamanho da perda, os acionistas podem reforçar o capital do banco para evitar que o patrimônio líquido se reduza. Porém, quando a crise é de todo o sistema, o ajuste tende a ser dramático porque, ao comprimirem suas operações financeiras no curtíssimo prazo, as instituições acabam se desfazendo de créditos e negócios preciosos que, no futuro, as ajudariam a recuperar lucros. O que sobra em carteira são as operações das quais os bancos não conseguem livrar-se, e elas tornam-se nova fonte de prejuízo, realimentando o ciclo negativo.
Por isso, é que os governos têm procurado socorrer os bancos, seja com reforço de capital ou tentando separar o joio do trigo, ou seja, absorvendo temporariamente as carteiras de títulos e operações ruins. O socorro se tornou necessário porque ninguém quer comprar ações dos bancos em crise enquanto os preços em bolsas estiverem em queda livre. Então, a alternativa de capitalizar tais instituições financeiras praticamente desapareceu.
Socorro governamental é paternalismo? Privilégio condenável para os bancos? Não, pois infelizmente sem esse tipo de auxílio a eles a economia toda naufraga, arrastando junto quem não teria nada a ver com isso.
Nessa crise, o Brasil se diferencia do que ocorre no exterior exatamente porque aqui os bancos (ao menos os grandes) continuaram lucrativos, e, por consequência, seus patrimônios líquidos aumentam, e os deixam em condições de multiplicar as operações financeiras.
Por incrível que pareça, temos todos agora de torcer para que os bancos continuem com lucros polpudos em seus balanços. E que lá fora os bancos consigam recuperar-se o mais rapidamente possível.
Essa é mais uma maldição dos banqueiros em represália ao sentimento de desprezo dos demais agentes econômicos: dependemos sempre da prosperidade deles, em qualquer circunstância.
Nem por isso, o país deve deixar de se indignar com o nível absurdo das taxas de juros que insiste em se perpetuar na economia brasileira.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Governo dos EUA tira mais uma carta da manga... criar o BAD BANK para exungar parte dos ativos podres!


Fundo Monetário Internacional recomendou um esforço intenso das autoridades dos países ricos para a eliminação dos ativos problemáticos dos bancos. O FMI, em 9 meses, mudou sua previsão de perda com a crise bancária de US$ 900 bilhões para US$ 2,2 trilhões. Ontem, o mercado comemorou a notícia de que haverá um “Bad Bank” que vai comprar os ativos tóxicos dos bancos. De novo seria o dinheiro do contribuinte entrando como serviço de limpeza para faxinar os papéis produzidos pela irresponsabilidade de quem concedeu empréstimo a quem não podia pagar, pela má gestão dos executivos, pela leniência dos acionistas.
No Brasil, o Banco Central separou os ativos podres e bons dos bancos que quebraram, criando um banco podre e um banco bom. O primeiro ficou no BC, e muitos desses ativos acabaram voltando a se valorizar; os ativos bons foram vendidos aos outros bancos. O BC financiou o comprador dos ativos bons, para que ele garantisse o dinheiro dos depositantes, mas como as instituições estavam quebradas, ou seja, com patrimônio líquido negativo, os acionistas perderam tudo, e os administradores e controladores, no caso do Nacional, por exemplo, em que houve comprovação de fraude contábil, enfrentaram a Justiça.
A imprensa americana não tem mostrado o flagrante abuso que as fórmulas de salvamento representam, com enormes volumes de dinheiro do contribuinte e nenhuma punição para os responsáveis. a imprensa americana tem sido “delicada, para não dizer omissa”, em mostrar como os acionistas e executivos têm sido “extremamente bem tratados” pelos planos de resgate.
A idéia do “Bad Bank”, de o governo criar uma agência para limpar os ativos podres dos bancos encrencados, já havia sido apresentada como parte do fracassado plano inicial do então secretário do Tesouro, Henry Paulson. Na época, ficou claro que era difícil estabelecer valor para um ativo quase já sem valor no mercado. A ideia foi abandonada em favor da proposta do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, de simplesmente pôr dinheiro nos bancos em troca das ações desses bancos. A Inglaterra tem estatizado bancos, e os EUA têm feito isso também, em alguns casos, como o da seguradora AIG.
As notícias de que a velha ideia de Paulson está sendo apresentada como nova pela equipe de Obama já catapultou as ações dos bancos nos últimos dias. Como o valor está muito baixo, bastou uma boa notícia para que o Citi subisse 18%, o Bank of America 15%, o Wachovia 24%. O espantoso é que tudo se passa como se para os acionistas e executivos, que tomaram as decisões malucas que arruinaram as instituições e ameaçam a economia, não deveria caber nenhum tipo de punição. Isso sem falar nas auditoras e classificadoras de risco que atestavam que aqueles bancos e papéis eram ativos de excelente qualidade.
Obama investiu essa primeira semana em marcar os pontos de mudança na política internacional, ambiental e de conduta, mas na economia, o plano que já havia sido preparado na transição, e que foi a votação ontem, tem o mesmo conjunto de medidas tradicionais. A proposta apresentada como nova, a de comprar os ativos podres, não é nova. Foi abandonada no governo passado por ser considerada inexequível. Ainda é vista assim pelos bancos, mesmo os que defendem a ideia. O argumento é que não há outra saída a não ser limpar os ativos dos bancos, só que ninguém sabe dizer como, quanto, de que forma e por quanto comprar quais ativos de que bancos. Há muitas perguntas sem resposta neste mecanismo.
A avaliação de muitos economistas é que, apesar de todos os aportes de capital – só os grandes bancos americanos receberam cheques de valores entre US$ 25 bi a US$ 15 bi cada um –, o sistema bancário continua insolvente, o que impediria a recuperação da economia. Há quem proponha a simples estatização geral dos bancos nos países ricos, para venda futura.
O pacote de estímulo econômico do governo Barack Obama repete as soluções convencionais de redução de impostos e estímulos em investimento público. Não tem, no entanto, uma solução nova para o problema da instabilidade financeira que ainda continua. O que falta nesta crise é um plano consistente para resolver o problema dos bancos. O Tesouro e o Fed improvisaram durante os últimos meses do governo Bush, cada hora indo numa direção. Agora, o novo governo começa a falar na primeira solução pensada por Paulson, que é a compra de ativos podres e bate nos mesmos obstáculos. O plano de saneamento tem que ser consistente, remover essa fonte de incerteza, mas tem que contemplar também punições e perdas financeiras para os responsáveis. Do contrário, será um gigantesco incentivo ao mau comportamento.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Com globalização os Paises junto com suas economias ficaram mais interligados com isso dinâmicos ! Mas quando um deles vai mal...


“Está havendo uma revisão para baixo da perspectiva das principais economias do mundo. Bem para baixo. Os Estados Unidos podem ter uma queda de 2% a 3% do PIB, a Europa de 2%, o Japão de 4%. A China está desacelerando fortemente, a previsão de crescimento hoje está mais para 5% a 6% do que para 7% a 8%. Nós estamos bem comparativamente, mas há um consenso de que cair de 5,5% para 2% não é agradável.”

Por isso, do ponto de vista da resposta, nas áreas fiscal e monetária, o governo deveria aumentar menos o gasto para que os juros caiam mais rapidamente. “A impressão que eu tenho é que a Fazenda acha o Banco Central conservador, e por isso aumenta mais os gastos, e que o BC acha a expansão do gasto excessiva e, por isso, corta menos os juros. O melhor seria ser menos agressivo na parte fiscal, para ser mais flexível na monetária.”

A crise externa não terminará tão cedo e há vários riscos à espreita. O déficit americano crescente é um deles, na minha visão.
O déficit é alto hoje, sem contar os prejuízos, e pode ficar mais alto no médio prazo, pelos gastos que o governo terá que fazer.
Hoje, o déficit público americano está indo para 10% do PIB, mas há promessas de campanha do presidente Barack Obama de ampliar a assistência pública à saúde. “Há, no prazo de anos, o risco de uma deterioração fiscal americana em mais cinco pontos porcentuais do PIB”, Isso pode levar a uma onda de queda do valor do dólar, que subiu muito na primeira fase da crise atual. eu errei minha previsão do dólar desvalorizar em 2008 . Ele se valorizou. “Talvez seja o caso de dizer que o dólar não se desvalorizou ainda”,

As incertezas fiscais americanas, a expansão da crise para outros países além dos EUA, a oscilação gigantesca de valor dos ativos que ainda não acabou, tudo mostra uma crise ainda em expansão. O pacote do presidente Obama não esclareceu, ainda, que ações vai adotar, além das duas ferramentas mais convencionais, de política fiscal e de expansão do gasto, e financeira, a capitalização do sistema bancário. Ele ainda está muito descapitalizado, No balanço da área externa feito pelo Banco Central, há vários pontos de preocupação. Um deles é que as empresas não estão conseguindo rolar suas dívidas de curto prazo. O ajuste forçado está provocando uma queda forte do endividamento de curto prazo, mas o custo dessa parada brusca tem sacudido as empresas.
A taxa de rolagem da dívida de curto prazo era de 126% em outubro. Isso quer dizer que havia mais empréstimos do que o necessário para pagar as amortizações. Em dezembro, foi de 47%, o que significa que as empresas estavam tendo que pagar mais do que as amortizações devidas. A queda foi tão brusca que, mesmo chegando a dezembro com esta taxa, a média do ano foi de 109%
As turbulências são fortes ainda, mas nos mercados ja há sinais da poeira abaixando ou seja pode ser que os indicadores ja comecem a mostrar sinais de melhora a partir do segundo semestre mas quando digo sinais não quer dizer que dados viram POSITIVOS mas creio que serão digamos menos piores
mas qualquer surpresa desagradavel pode desmanchar mais um castelo de areia !